Pois bem, desde que eu me lembro, a Escola do Cerco(agora assim denominada após a junção entre a E/B 2/3 e a Secundária) é uma formadora de criminosos, porque é localizada ao lado de um dos mais problemáticos bairros sociais do Porto, o bairro do Cerco. Pois muito bem, do meu ponto vista, isso é completamente absurdo, pode sim haver jovens problemáticos, mas ao mesmo tempo capazes de singrar na vida de uma forma honesta( salvo uns downloads), e inclusive possuir blogs de alto teor cómico e intelectivo(obrigado sinónimos do word 2007), e queria também mencionar que tive uma passagem por ambas as escolas do Cerco(por isso todo este post será imparcial, tal como todos os outros até esta parte), mas era só um pequeno aparte.
Continuando...fiquei abismado como praticamente todos os noticiários a abrir com o famigerado video do "Aluno da Escola do Cerco ameaça professora com pistola de plástico", e a minha reacção foi logo "- Só isto e tanto alarido? -Alguém foi agredido?- Mas com uma arma a sério?", e por acaso vi na Sic as Noticias, mas pensei: "-estarei eu a ver a Tvi? " Ja conversei inclusive com ex-alunos, por quem nutro um enorme respeito, ou pelo menos algum, com quem estou de tempos a tempos, e fizeram-me ver a gravidade da situação, na medida em que dá ideias a outros, de pegarem numa pistola e fazerem o mesmo ou até mesmo pior...e volto a questionar, eles já não o fariam,mesmo sem este video? Isto é apenas uma reminiscência da questão da violência na tv(neste caso internet),e não só...vamos banir os videos de bullying(palavra bonita, mas que na realidade sempre existiu nas escolas, mas sem este termo chique e estrangeiro), e crianças a bater em pais e fazer uma lei que impeça os pais de bater nos filhos(ah, já existe)...
Outra questão que lanço para o ar se tivesse sido o colégio Ellen Key, ou os externatos D. Duarte ou Ribadouro a fazer um vídeos destes, seriam apelidados de novos Tarantinos(com todo o respeito por esse senhor,)... até porque sei de umas histórias engraçadas desses mesmos externatos, relativamente a exames nacionais e respostas dos mesmos...mas eu não tenho um vídeo no telemóvel...
Mas diga-se o que se disser, esta nova geração como todas as outras, tornam-se cada vez mais assustadoras, desde do modo de estar/agir... Vou passar a exemplos.
Eu sou utilizador frequente de transportes públicos, e não há viagem nenhuma em que não veja 2 ou 3 pares de boxers, versão abelha maia, às riscas, amarelos e castanhos(sempre com a esperança que seja feitio) e não só. É assim também andei na onda do hip hop por uns tempos, roupa larga e tal, mas nunca andei com o "gancho" das calças nos joelhos e com o cu(não literalmente, graças a Deus, à mostra), eu compreendo que aquele espaço é mais que suficiente para levar um pequeno tupperwear com rissóis de carne, e ainda sobra bastante para o resto(sim os genitais).
Outra coisa que irrita nesta geração, é falta de respeito pelas pessoas(pareço um velho é verdade), nomeadamente os telemóveis com mp3 no transportes públicos, irrita e bastante, quero lá saber se o Dj G-Ai-ta tem uma musica nova,que na realidade não é, que após estudo apronfundado da minha parte(saquei do emule), é apenas mais uma musica já existente mixada, re-mixada, e muitas vezes até re-re-mixada! Podem ouvir mas ouçam-nas para vocês! Qualquer dia vou a ouvir Tony Carreira nas alturas(esse original poeta português que traduz do mexicano)! Usem headphones, eles até vêem com os telemóveis e tudo! Não sejam generosos com esse tipo de música porque só vocês a querem ouvir( a não ser que seja Buraka, nomeadamente o Kalemba (Wegue Wegue)).
É a geração dos Magalhães e das Playstations, ganham em conhecimento tecnológico mas perdem-no no social, messengers e chats é evitar e perder tempo num bom café acaba por ser mais importante....
Aproveito este post para me desculpabilizar perante todos os meus dois leitores(o que no google põe crónicas e acaba por vir aqui, e o Pedro, que por ser meu amigo lê isto), pela parca qualidade cómica do mesmo, e pela demora do mesmo que já desde de Julho que não escrevo...mas eu tinha de estravazar a minha opinião de uma maneira mais séria.