Antes de mais desejo bom dia a alguém que continue a cair no erro de ver, e inclusive ler o meu blog, só fica bem agradecer aos pobre(s) coitado(s). No passado post revelei um pouco da minha indignação com as gerações que se encontram depois da minha, e posso ou não ter ferido susceptibilidades, mas a realidade é que após mais um brilhante estudo de público alvo feito por mim, na medida em que sou frequentador assíduo dos transportes públicos da grande e no mínimo espectacular área metropolitana da mui nobre Invicta( Porto para os leigos).
Passo a explicar, eu tenho-me muitas vezes deparado com a anarquia que reina na suposta população inactiva de idade avançada(sim...os velhotes), nomeadamente as mulheres, que como todos sabem, têm uma esperança média de vida muito mais alta que os homens(o que nos leva à expressão que vaso ruim não quebra). Estas mesmas pessoas, de quem eu não desejo duvidar, até porque podem num futuro agredir-me com as suas bengalas (bengalas estas que servem muitas vezes de efeito fictício, e mesmo adorno para que estas pessoas possam arranjar aquele lugar no autocarro, que digamos é...mmm...SENTADO).
Muitas vezes por esquecimento não carrego a bateria do mp4, o acaba por resultar em danos irreversíveis dentro da minha cabeça(explicando assim muita coisa...), e faz com que eu acabe por ouvir estas mesmas pessoas de idade avançada, a queixar-se da falta de respeito da "mocidade de hoje em dia" pelos mais velhos, a que eu respondo parafraseando um amigo meu: "alguma vez!!!"
Estes indivíduos de 3ª idade(que eu muitas vezes considero uma máfia), chegam a uma paragem de autocarro (e tudo e mais alguma coisa que tenha fila, ou seja necessário aguardar) e acham por bem não respeitar, e fazem-no como se fosse a coisa mais lógica do mundo, e se o oposto acontecer, é feita uma crucificação na hora(com todo o respeito pelo senhor lá em cima, no 3º direito), e dá no mínimo 20 minutos a levar nas orelhas, e ouvir que no tempo do Salazar nada disto acontecia (o Salazar está para a 3ª idade como o Magalhães está para o Sócrates), ou até mesmo estas pessoas saírem.
Algo inerente a estas mesma pessoas é a quezília, o debate aceso, passo a relatar:
"-Intão(não é erro, é mesmo assim que ouço) dona Olinda? Tudo benhe?" a que a outra responde:
"-Vai-se andando, tenho andado um bocado em baixo(e apesar de estas personagens nada fictícias serem de uma estatura bastante baixa, em nada tem a haver...mas podia...), sabe do Gertrudes, tenho andado com os diabetes aos saltos, sabe altos, e a tiróide não ajuda, e no outro dia vi que tinha pólipos no estômago(não posso verificar a veracidade desta mesma declaração, porque dava trabalho), mas é a vida sabe...", ouvindo isto, a senhora dona Gertrudes retorquiu:
"-Ainda na semana passada, dona Olinda, digo-lhe, tive 2, 2 enfartes, mas acabou por ficar tudo bem porque o meu filho viu e levou-me para jantar fora( nova definição para o dicionário de língua portuguesa: enfarte- ânsia de jantar fora com descendentes directos. neste caso 2 vezes) e tudo ficou bem." verificando esta situação a dona Olinda retorquiu:
"-Eu já não tenho essa sorte, os meus filhos emigraram para o estrangeiro,sabe, e depois foram para a França(por momentos pensei que França, não fosse Portugal...), e raramente me ligam...tristeza..."
E meus amigos isto podia durar horas e horas, porque grande parte da 3ª idade tem de ser mais doente, ou estar em pior situação que o próximo...eu só rezo não chegar a isto...segundo a minha analise cientifica (de ver velhinhas perto de minha casa), o seu quotidiano é isto, para não falar que esta Máfia planeia há muito conquistar o mundo(pois poderão fazê-lo às horas que se levantam, porque o resto da população às 5h e 6h da madrugada ainda se encontra a dormir), e tal só ainda não aconteceu, por uma razão natural...o Alzheimer...sim, eles esquecem-se...
Até à próxima...
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